By Published On: 18 de Setembro, 2025

Seleção da Pedra Natural : introdução

A escolha da pedra natural em projetos de construção deve basear-se no método, na consciência e nos conhecimentos científicos e técnicos.
Hoje, o mercado oferece uma vasta gama de pedras naturais que são submetidas a diferentes transformações e tratamentos para as tornar versáteis e aplicáveis em vários contextos, modificando as suas características e desempenho.

Atualmente, o gosto pessoal, ditado por exigências estéticas e arquitetónicas cada vez mais complexas, entra em conflito com as necessidades funcionais de um edifício e, em geral, de uma estrutura onde o elemento pétreo domina, negligenciando o objetivo principal que é projetar com critério, executar bem e preservar a obra da degradação.

A pedra como material único

Ao contrário dos materiais artificiais, como os compósitos industriais onde é possível criar produtos com uma certa uniformidade e repetibilidade, cada tipo de pedra pode trazer consigo variações cromáticas, de textura, de padrão dos veios e a presença de inclusões. São estas particularidades que tornam a pedra natural por vezes irrepetível, mesmo dentro da mesma formação geológica. Tal mudança de “fácies” define a sua classificação científica e, sobretudo, a sua denominação comercial

O conceito de uniformidade e homogeneidade

Compreendemos, portanto, que o conceito de “uniformidade” se torna naturalmente abstrato, mas o importante é garantir a homogeneidade com consciência e honestidade para com os projetistas e clientes, estipulando acordos através de um consentimento informado e claro entre todas as partes envolvidas.

Quando escolhemos uma pedra natural como revestimento, não basta avaliar uma única amostra isolada.

É preciso considerar como se apresentam no seu conjunto elementos como:

  • Cor
  • Presença de impurezas às quais se associam variações cromáticas e na estética
  • veios
  • laminações
  • cavidades
  • acabamentos
  • tratamentos de superfície
Laje de mármore com oxidação, exemplo para a seleção da pedra natural.

Fig.1 Laje de mármore com acabamento polido, caracterizada por veios e auréolas alaranjadas devido à oxidação das impurezas presentes, provavelmente sulfuretos.

É fundamental observar um conjunto de lajes de referência, de dimensões e variedade tais que sejam representativas do material na sua globalidade (Fig.2). Só assim é possível apreciar o resultado final, ou seja, como o revestimento irá aparecer uma vez instalado num projeto real. A observação deve ocorrer à luz natural, a cerca de dois metros de distância, como faria quem olha para uma parede revestida, conforme prescrito pela norma EN 1469.

Maquete para uma avaliação global na seleção da pedra natural.

Fig.2 Maquete de observação global de um revestimento com as amostras de referência.

Estes aspetos nunca deveriam tornar-se motivo de litígio após a instalação, a menos que as não homogeneidades e irregularidades sejam desproporcionais em relação à amostra de referência. Para evitar isso, é sempre aconselhável ser guiado por um profissional na seleção da pedra, especialmente se esta apresentar texturas complexas ou suscetibilidade a alterações cromáticas.

Portanto, escolher conscientemente significa valorizar a beleza autêntica da pedra.Therefore, choosing consciously means enhancing the authentic beauty of the stone.

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